| VW Tiguan: esportivo em carroceria de SUV |
14/04/2010 |
Em um segmento que o tamanho importa e pode ser um fator decisivo, o Volkswagen Tiguan muitas vezes nem chega a figurar no leque de opções de quem procura um utilitário esportivo por volta dos R$ 100.000. Talvez um dos motivos foi o preço praticado pela VW logo no lançamento do SUV, quase R$ 10.000 a mais do que o também recém-chegado Chevrolet Captiva, modelo com maior porte e espaço do que o concorrente. Mas a Volkswagen voltou atrás, retrabalhou o preço do Tiguan e o reduziu para um patamar ligeiramente abaixo da sempre muito bem servida faixa dos R$ 100.000. Confira abaixo algumas opiniões dos jornalistas da equipe que andaram com o modelo para o Garagem Carro Online: Márcio Murta Com seu visual robusto e imponente, sem deixar de ser compacto e elegante, o Tiguan possui potencial para agradar tanto ao público masculino quanto ao feminino. Por R$ 99.900 o crossover da Volkswagen pode ser considerado completo ao contar de série com ar-condicionado digital, câmbio automático de 6 marchas, direção elétrica, rodas de liga leve e aro 17", 6 airbags e uma sopa de letrinhas formada pelo controle de tração (ASR), freios antitravamento (ABS), sistema de distribuição de torque (EDS) e controle de estabilidade (MSR). Se o proprietário desejar o modelo completo, que inclui pintura metálica, teto solar panorâmico, volante com borboletas para trocas de marchas, revestimento em couro, faróis de xenon, câmera traseira para auxíllio de estacionamento, e pacote off-road com búsola e auxílio de velocidade em descida, seu valor sobe para R$ 128.918 - acréscimo de 29% em relação ao seu preço inicial. Salgado. Além do preço, o grande diferencial que o Tiguan possui em relação a seus concorrentes - como o Honda CR-V EXL (R$ 102.910) Toyota RAV-4 (R$ 107.340), Chevrolet Captiva V6 (R$ 106.193) - está no momento em que o motorista assume a sua direção. Apesar da posição de dirigir ser mais elevada que a de um sedã, o modelo possui dirigibilidade e estabilidade fora de série por conta de seu chassi rígido, suspensão bem calibrada, pneus 235/55 nas quatro rodas e o sistema de tração integral 4 Motion. Tais tributos fazem com que o motorista esqueça imediatamente que está guiando um modelo com centro de gravidade elevado.
Outro ponto positivo do crossover da VW é chamado de TSI, um empolgante motor 2.0 que conta com turbo e injeção direta de combustível, capaz de produzir 200 cavalos de potência e respeitáveis 28,5 kgfm de torque. O mais interessante é que a força máxima está disponível a apenas 1.700 rpm. Tal combinação é suficiente para você levar um “tapinha na nuca” quando o acelerador é pressionado até o fim e o carro sai da imobilidade.
Mais importante do que seu desempenho vigoroso quando exigido, o motor do Tiguan agrada por ser suave e linear quando dirigido no moroso anda-e-para do trânsito paulistano. A suspensão, que oferece parte da dirigibildade e estabilidade excelentes, oferece boa dose de conforto, ainda que sofra em ruas mais esburacadas.
Embora o desenho do console central não me agrade por suas formas simples, seu acabamento interno é exemplar. O porta-malas de 360 litros é suficiente, o ar-condicionado com duas zonas oferece maior dose de conforto, o sistema de som com 8 alto falantes é eficaz e o espaço interno é ideal para tansportar até quatro pessoas - embora exista cinto de segrança para um quinto ocupante. Mas mesmo com todos os itens de conforto, digo que no Tiguan trafega melhor quem ocupa o banco do motorista. É neste lugar que você pode usufruir do que o crossover da volkswagen oferece de melhor. César Tizo O principal mérito do Volkswagen Tiguan é fazê-lo esquecer de que você está dirigindo ou a bordo de um utilitário esportivo. A suspensão firme, o monobloco bem construído e o sistema de tração integral o deixam tão na mão quanto um Golf. Se você é casado e adora esportividade, mas sua esposa não abre do espaço de uma minivan, o VW em questão pode ser uma boa pedida desde que a família não seja muito grande. Apesar do bom espaço interno para cinco ocupantes, mesmo quando equipado com o teto solar panorâmico que diminui a altura disponível para a cabeça, o porta-malas do Tiguan (360 litros) não é dos melhores quando a idéia é, justamente, levar a bagagem dessas cinco pessoas para uma viagem longa. O habitáculo, de construção inovadora, conta com os instrumentos de controle do carro elevados. Dessa maneira, o rádio, acionadores do vidro elétrico e os controles do ar-condicionado tem visualização fácil e rápida. No primeiro contato, é necessário uma breve adaptação, mas após os primeiros quilômetros esse tipo de disposição da cabine surpreende pelo bom resultado e o conforto proporcionado. Com um desempenho elogiável, o Tiguan acelera de 0 a 100 km/h em 8s9 e precisa de 145,8 m para tanto, uma boa marca. Ainda segundo nossos testes, ele precisou de 7s1 e 8s8 para retomar, respectivamente, de 40 a 100 km/h e de 60 a 120 km/h. A velocidade máxima, segundo dados da VW, fica em 207 km/h. Levando em conta os números, e o fato dele pesar 1.622 kg (peso/potência de 8,1 kg/cv), as médias de 6,9 km/l no consumo urbano e 11 km/l em trajeto rodoviário podem ser consideradas justas para o Tiguan. Nos tempos em que o Tiguan ainda custava R$ 124.190, ele participou de um comparativo aqui no Carro Online com o Chevrolet Captiva V6, no qual ele mostrou fôlego suficiente para desbancar o modelo. Na época, uma das principais críticas ao VW era o preço elevado. Agora, cerca de R$ 25.000 mais barato, ele contabiliza 130 unidades vendidas até o mês de março e poderá render mais lucros à Volkswagen. Thiago Vinholes Participei do evento de lançamento do Tiguan no Brasil. Na ocasião, a VW levou os jornalistas até um aeroporto particular no interior de São Paulo, para fazermos com o carro o que é estritamente proibido nas estradas: acelerar ao máximo. Cravei 220 km/h com o conta-giros a 4.000 rpm. É um desempenho digno de aplausos. Só não foi além por falta de pista, o que forçou também uma vigorosa sapatada no freio. Mais palmas. Particularmente, achei o Tiguan um carro excepcional. Mas seu motor 2.0 TSI bem que podia vir acoplado ao câmbio DSG de dupla embreagem. O mesmo bloco já funciona assim no conversível Eos. O que a Volks está esperando? A Audi poderia dar uma ajuda cedendo alguns recursos do Q5, que já utiliza transmissão com duas embreagens. Mas por enquanto, o Tiptronic atual e a tração 4Motion dão conta do recado. Também achei o porta-malas pequeno, que sacrifica espaço em nome do pleno conforto na segunda fileira de bancos. Segundo o site da VW, o bagageiro do jipinho carrega somente 360 litros de volume de bagagem. Como base de comparação, o Golf à venda no Brasil leva 330 l, enquanto o Fox comporta 260 l. Em contrapartida, o Tiguan pode levar mais de 100 kg no rack de teto. Mas por mais que a Volks venha apresentando tecnologias inovadoras em sua variada linha de automóveis, muitas das quais superam até recursos de Mercedes-Benz e BMW, a marca de povo ainda não aprendeu a fazer cabines empolgantes. Qual a graça de ter um carro de R$ 100.000 com um motor de última geração e visual moderno se a cabine é praticamente igual a de um Polo?
Fonte: Terra
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